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sábado, 9 de fevereiro de 2008

O Suspeito

O Suspeito (Rendition, EUA, 2007)
122 min - Drama

Como comentário rápido, falaria apenas que o filme superou expectativas. Mas esse é um comentário apenas simplista, e também fruto de uma campanha pré-Oscar que não deslanchou, ou seja, o filme era puro material de Oscar, mas quando foi visto, a galera (leia-se, crítica) não viu isso tudo.

Realmente, não é aquele filme excelente, original, inovador. O filme apresenta porém integridade em sua simplicidade. A estória não é complicada (não os temas em si) assim como a de um (bastante superior) Syriana - A indústria do petróleo, mas envolve o quanto pode justamente por permitir um conhecimento das personagens.

Escrevendo sobre esse envolvimento, na verdade, veio um porém encontrado no quesito atuações. A recente vencedora do Oscar Reese Witherspoon não faz muito no filme, apenas não se deixa cair, exceto pela cena final em que para mim pecou pela inexpressividade (sem falar na criança que faz seu filho). Boa parte do elenco é apenas normal. Entretanto, assim que vi Peter Sarsgaard no filme, me deu uma sensação de saudade, aquela que se sente de um bom ator quando já fazia um tempinho que não o via atuar e, novamente, bem. Streep é quem sempre dispensa comentários, afinal com ela não sei se ela está sempre ótima ou se já comecei a ser completamente parcial quanto a ela; e sei que a primeira alternativa é a mais correta.

Há uma pequena surpresa no clímax do filme, que francamente não estava esperando. Depois que ela passa, há um sentimento de exagero na tensão mostrada em uma das sequências concomitantes. Além disso, é apenas nesse clímax que surge uma resposta para a necessidade de contar a estória de certos personagens. Mas a resposta verdadeira talvez estivesse na real intenção do filme: denúncia. Ao assistir a filmes como esse, sobre terrorismo e efeitos do 11/09, temos que ter em mente que um de seus maiores objetivos é justamente esse. E se há algo que o filme nos leva a pensar é em como é tudo tão acobertado por enormes tubarões que encenam sempre para os pobres peixinhos.


Thúlio Carvalho

sábado, 14 de julho de 2007

Transformers

Transformers (Idem, EUA, 2007)
Acao - 144 min

O cinema eh defitivamente universal, assim como sao seus temas. O tema catastrofe jah eh ateh uma caracteristica da filmografia do diretor Michael Bay, que mesmo tendo relutado a aceitar esse projeto, decidiu aceita-lo e dar seu toque pessoal. O filme, entretanto, nao parece investir mais nesse tema, e sim no marketing (ai fica o trocadilho do investimento) e a comedia (muitas vezes ineficiente).

Extase visual era o que se deveria esperar desse filme. Com os 150 milhoes de orcamento, o longa capricha nos efeitos visuais que conferem perfeita mobilidade para os robos. Mas o dedo Michael Bay talvez ateh tenha diminuido esse provavel extase. A freneticidade da edicao e da camera, que nao permitem em diversos momentos entender o que estamos vendo na tela, simplesmente aborrece a visao. Esse eh o ponto mais importante do filme. Sendo assim, o resto realmente nao tem muita salvacao.

Talvez Shia LaBeouf se salve desse meio, afinal devo admitir que apesar das falhas de algumas piadas, ele sim eh uma parcela interessante do filme, comprovando sua ascendencia em Hollywood. A bela Megan Fox infelizmente soh favorece o quesito visual para os homens, no resto eh demasiadamente fraca. Nem acreditava que escreveria isso, mas John Turturo estah simplesmente caricato e intragavel, uma grande decepcao. O resto do elenco nao estah ruim, mas tambem nao faz nada demais. Para salvar um dos coadjuvantes, Bernie Mac faz uma aparicao rapida encenando uma parte comica que ateh dah certo. O que falar da historia quando a encontrada foi uma forma de aplicar varias propagandas de marcas com um filme no meio, como falam alguns criticos? Eh bem obvio o destaque em marcas de automoveis ou mesmo eletreoeletronicos, prestando uma certa reverencia a essas maravilhas sem as quais o mundo nao consegue mais viver, numa historia que de repente maquinas vem nos salvar e nos destruir. A ideia nao eh ridicula, afinal nao existe tal coisa. O problema eh a forma como ela foi abordada. Um tom de absoluto descaso cinematografico ou roteiristico, com injecao de altas doses de entretenimento bobo e infantil.

Depois do agradavel "A ilha" (e com a expectativa com a enorme bilheteria americana desse novo filme), Michael Bay decepciona com um filme sem historia convincente, com um final implausivel e feito para as grandes massas de adolescentes que soh querem ver mesmo as explosoes e os robos. E ele quer comecar a sequencia imediatamente. Espero que ele tenha lido algumas criticas.


Thulio Carvalho
Cotacao: 3,5/10

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix

Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Order of the Phoenix, EUA/Ing, 2007)
Aventura - 138 min

Nem mesmo a melhor magia pode controlar o emocional do mago. A evolução destinada a trama desse novo filme para a saga como um todo reside justamente nesse ponto chave da personagem Harry Potter. O garoto de 11 anos que descobre que é um mago não continua o mesmo.

Foram muitos os terrores já vividos, e mais alguns ainda estão por vir. Apesar da constante evolução no apsecto criança-adolescente que ocorre desde o terceiro (e melhor) filme, agora é que Harry encara um perigo mais avassalador. Ele não está ameaçado somente pela até recentemente ameaça de retorno do seu grande inimigo. Constatado o fato de que Voldemort finalmente retorna, a lembrança de tudo que aconteceu quando Harry era apenas um bebê gera medo nas autoridades do tão presente neste filme Ministério da Magia, que procura desmentir Harry (e Dumbledore) sobre esse retorno.

Todo esse apetrecho político foi até abordado como monótono no talvez mais fraco livro de J. K. Rowling, mas sucinta questões que servem bem ao filme. E como exemplo, temos a figura de Umbridge, a nova professora de Defesa contra as artes das trevas, que é na verdade uma espiã, por assim dizer, colocada na escola para controlar qualquer coisa que nào esteja indo de acordo com o que eles querem. E está em Umbridge, ou melhor, em Imelda Stauton, talvez a melhor coisa do filme. Sua incorporação da personagem é excelente, seu sorriso com nenhum humor por trás dele é ótimo. Atrevo-me a dizer que a sua talvez tenha sido a melhor atuação até hoje na série. E ao lembrar dela, lembro-me de dois itens do filme: a trilha sonora que não supera as criações de John Williams, mas mais agradáveis que a do filme anterior (incluindo o tema da própria Umbridge, que é ótimo); e a utilização de jornais como forma de contar detalhes que acontecem no mundo de Harry (devo admitir, porém, que quando utilizados no final do filme, não criam um efeito positivo).

As outras personagens são todas pouco exploradas, com exceção de Harry, é claro. Quem até talvez tenha mais espaço é Gary Oldman, um ótimo Sirius black, que encerra junto a Daniel Radcliffe a melhor cena do filme, em que ambos conversam sobre a família de Black e os sentimentos do próprio Harry. Daniel constrói um Harry que supera os dos outros filmes, esquecendo os maneirismos e expressões óbvios que adotou no quarto filme (depois de estar tão bem no terceiro filme). Adaptou-se o maior livro no mais curto filme até agora, mas isso não significou problemas na adaptação em si, apenas no ritmo rápido do filme. Não posso afirmar que o filme é perfeito porque a fotografia está longe de sê-la. David Yates optou pela câmera muito quieta e certa, nada como a beleza visual do Cuarón no terceiro filme.

Por algumas opiniões que já colhi, alguns se decepcionam com a frustada espera de um grande confronto envolvendo Harry no final do filme. Como leitor da obra, eu não me frustaria nunca, mas não há motivos pois o confronto está ali, só não envolvem varinhas ou feitiços. A história desse filme foi contada para chegar justamente a esse ponto, a essa nova vitória de Harry.


Thúlio Carvalho
Cotação: 7,5/10

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Homem-Aranha 3

Homem-Aranha 3 (Spiderman 3, EUA, 2007)
Aventura - 140 min

Eu geralmente não confio facilmente em minhas primeiras impressões. Aquele lema de que é esta impressão a que fica n
ão rola comigo. Em termos de cinema, todos têm expectativas a respeito do filme que vão ver. E em filmes como Homem-aranha 3 era de se esperar que minhas primeiras impressões não fossem consistentes, frente à alta expectativa que me acometeu. Felizmente, não foi o que ocorreu.

Uma sessão emocionante é o que se deve esperar do filme. Seja a emoção de alta adrenalina dos vistosos efeitos visuais, ou seja a emoção de bom drama do esforçado roteiro. Na verdade, rola uma química entre esses dois lados, tão forte principalmente em seu clímax, que acabamos suavizando os efeitos não tão espetaculares de certas cenas e umas falhas bem viciosas de condução e construção no roteiro. Mas isso é efeito de filme visto pela primeira vez. Como tenho o costume de rever e rever esses filmes, os defeitos sempre vão se avolumando. Ainda bem que guardo comigo parte das sensações da primeira assistida, nesse caso extremamente emocionante.

O diretor Sam Raimi soube se aproveitar das histórias anteriores e dos quadrinhos, criando uma enorme rede cheia de elos que culminam nos clímax. Se bem que às vezes esses elos são tão rapidamente concluídos para dar lugar a outros, dando uma sensação episódica, que o filme se torna longo até chegar na parte mais ágil do filme, na im
inência do clímax. Essa teia de elos se avoluma tanto que mesmo que chegue a momentos emocionantes, a necessidade de se chegar a algum lugar para cada elemento do vasto elenco parece mais um vício. Além disso, diversos destes são usados aqui, como flashbacks dentro do filme, resultado ou da falta de confiança no discernimento do espectador ou o discernimento próprio da citada grande extensão do filme. Por outro lado, já falei da alta dose de emoção que Raimi soube intercalar com a ação, mas não se pode esquecer da boa dose de humor em diversas cenas isoladas, que justamente existem para aliviar o drama, principalmente as do editor J. J, Jameson, sempre hilárias. Como é um filme blockbuster, o diretor tem a sábia decisão em termos financeiros de causar momentos de euforia com o humor, afinal a maioria dos pagantes foi para se divertir. Por isso, ressalto ainda mais porque foi tão bom ver a extensão do drama desse filme. Um drama de emoções complicadas que se estabelece de forma simples e eficiente. Os atores ajudam a empatia do espectador, com destaques para Thomas Haden Church, eficiente como o Homem-areia (numa história que acaba não tão bem colocada na trama), Kirsten Dunst, melhor do que nunca como Mary Jane, e claro Tobey Maguire, o aranha mais complexo de todos. Passando por momentos de elevada auto-confiança, para a arrogância e a redenção, o personagem-título só faz crescer diante do espectador.

A história sobre sucessivos pontos sem retorno que não impedem que o mais tênue e forte sentimento que move as pessoas prevaleça. Por esse ângulo, esse amor faz esquecer das cenas mais desnecessárias ou mesmo extensas demais (caso de algumas cômicas em que o sorriso já fica forçado no fim da cena). E foi esse amor que me levou a uma experiência muito emocionante no volumoso clímax do filme. Volumoso porque são tantas tramas que se unem que poderia dar bagunça. Entretanto, vêm junto com elas diversas emoções que afloram de cada canto da tela e que culminam ao som da já conhecida trilha sonora de Danny Elfman (que não voltou para esse filme) num excelente final. Por trás desse super-herói, podemos sim ver um ser humano, que trava batalhas ainda mais intensas para resolver o que tem dentro dele mesmo. Seja a redenção, o arrependimento ou a aceitação, o Homem-aranha fez de seus tempos mais difíceis, o melhor momento para crescer ainda mais como homem. E os silêncios das cenas finais ilustram isso. Aliás, por falar no final, virou moda nos blockbusters um nascer ou pôr-do-sol (nada contra, mas o de King Kong era bem mais magnífico) que resolvem surgir do nada, numa velocidade estupenda. Licença poética para os efeitos visuais? Não vamos nos aprofundar nessa discussão.

Apesar de sua extensão por causa de tantas histórias, a maneira como o lado mais emocional é abordado é um absoluto triunfo do filme, de Raimi e de seus atores. A intensidade e até profundidade desse lado é que ficam com o espectador, mesmo com o bombardeio de ótimos efeitos visuais. Todos nós deveríamos aprender com o Homem-aranha nesse conto de humanidade.
Cotação: 7/10
Thúlio Carvalho

domingo, 8 de abril de 2007

As férias de Mr. Bean

As férias de Mr. Bean (Mr. Bean's Holiday, Inglaterra, 2007)
Comédia - 90 min

O velho e bom Mr. Bean reaparece fazendo piadas nos cinemas 10 anos depois de seu filme-produto do sucesso de sua série de televisão. Confesso que não vi esse filme, mas de um jeito ou de outro já vi o personagem na televisão em diversas oportunidades. Uma criança adulta que alterna entre momentos de absoluta esperteza e de incrível falta dela (para não usar termos pejorativos).

Acontece que esse novo filme faz rir justamente pela personagem de Rowan Atkinson, mundialmente conhecido como o personagem-título (mas de outros filmes como Johnny English, Scooby Doo e Simplesmente Amor). Sua interpretação é muito eficiente, afinal praticamente nada soa forçado em sua construção por vezes hilária. Como li em algumas críticas, sua comédia é física, nada como uma Wanda Sykes (A sogra, Minha super ex-namorada) que faz graça (não para mim) com suas falas estereotipadas. Momentos como a cena do restaurante e da interpretação musical de rua são indescritíveis em seu humor devido ao talento do ator nesse tipo de comédia. Há cenas engraçadas e outras nem tanto não por causa dele, mas pela escrita em si, já que o filme não foi escrito por nenhum dos dois criadores do personagem (um deles o próprio Atkinson). Além disso, a conexão entre as sequências cômicas nem sempre são tão satisfatórias, jogando cenas de pura comédia entre cenas que construam uma certa linha de roteiro que culmina pelo menos bem engraçado. A crítica feita a diretores que trabalham para si mesmos e não pelo cinema está impressa na personagem de Willem Dafoe (Homem-aranha, O plano perfeito), cujo filme exibido em Cannes é hilário pela capacidade do diretor dentro do filme de mantê-lo sempre em destaque em toda cena do filme (aquele dentro do filme). O elenco de apoio, porém, não faz nada demais. A estrela é Mr. Bean, que faz rir pelas situações muitas vezes num nonsense delicioso. É preciso até ter essa noção ao ver uma comédia, afinal ficar intrigado pela falta de necessidade de uma cena num contexto de humor é uma armadilha do gênero. Principalmente, se a piada não foi boa ou bem contada. Duas cenas são hilárias: a da carona na moto que culmina num "atropelamento", e a da filmagem de um comercial no que concerne uma bomba (a cena muda e parece que a piada tinha cabado ali, mas ainda tem mais por vir). A primeira não tem muita conexão com a estória em si, mas a segunda até explora personagens secundários.

Não é um novo clássico da comédia, como pode ter sido Borat. Mas o carisma de Rowan Atkinson projetado em Mr. Bean transforma essa comédia sem pretensões em um entretenimento engraçado. Claro que o filme, porém, não deixa de ser isso: entretenimento.


Cotação: 6,5/10
Thúlio Carvalho

sábado, 31 de março de 2007

Turistas

Turistas (Idem, EUA, 2006)
Suspense - 94 min

Uma produção cinematográfica tem diversos meios para se destacar. Polêmica é um deles que o quanto mais explorado melhor, podendo tornar-se maior que o próprio filme. Esse Turistas encontrou gratuita publicidade na polêmica de retratar o Brasil como um lugar em que coisas ruins acontecem. Mas ela revelou na verdade um certo cinismo bem brasileiro.

Quase não falei do filme nesse parágrafo inicial. Toda essa repercussão só fomentou mesmo a curiosidade de conferir esse filme fraco, vicioso, repetitivo. Um grupo de turistas estrangeiros de países diferentes estão viajando de ônibus (sem ar condicionado e com um motorista "altamente prudente") quando acontece um acidente e eles ficam na estrada a espera de outro ônibus. Uma praia com um barzinho agradável ali perto revela-se a saída desse sufoco de turista. Mas sufoco eles não enfrentaram ainda, literalmente. Começa então a sequência de eventos que transformam a viagem em pesadelo. Tais eventos cadecem de originalidade e para piorar, uma sequência paralela com os malfeitores da trama altera o suspense por seu caráter mais humorado que temido. A previsibilidade é gritante em diversas cenas de tensão, o que as torna mais leves. Devo até ressaltar que não é para qualquer um as cenas de "operações cirúrgicas" do filme, afinal elas até agradam pelo realismo e falta de censura, muito embora aconteça simultaneamente a um discurso vilanesco bem fraco sobre revolta contra os países mais ricos que vêm e roubam o que é nosso.

Voltando ao cinismo brasileiro, a mídia tentar prestar boicote ao filme por seu caráter pernicioso à imagem do país foi um exemplo absoluto dele. Quem acredita que o Brasil é o paraíso é altamente desatualizado. Essa tal imagem que o país tem lá fora é fortemente atrativa por natureza, mas realidades como o tráfico começam a virar notícias maiores. Claro que o filme explora algo para puro entretenimento, mas os créditos iniciais do filme são interessantes ao diminuir justamente o status de paraíso de nosso país, já que os turistas não aguentam mais encarar a violência quando vêm para cá. E se não foi tão ruim ter utilizado o Brasil como cenário, não digo o mesmo para os figurantes, que quando em cena representaram os momentos mais toscos da produção. E o que dizer então da revolta índio contra patrão em certo momento da trama? Os roteiristas devem ter achado bem bolado colher algo de nossa história para pôr no filme. Bem, eles também acham que têm talento. A trilha sonora vem entremeada com canções brasileiras, a última delas mixada com o desfecho de forma duvidável, nada condizente com a trama. Nem Melissa George falando um português delicioso de ouvir salva esse filme, de fotografia simplesmente preguiçosa, ao utilizar enquadramentos típicos do gênero.

O Brasil faz parte da estória, explorando as praias, as festas, o funk, mais belezas naturais, e até a prostituição. Tudo jogado na trama para parecer que o projeto se preocupou com o país. Nesses tempos de Hollywood, fica claro que o suspense era a meta principal, às custas de uma publicidade gratuita numa polêmica que me escancarou um outro lado brasileiro.

Cotação: 3/10
Thúlio Carvalho

quarta-feira, 28 de março de 2007

Notas sobre um escândalo

Notas sobre um escândalo (Notes on a Scandal, Inglaterra, 2006)
Drama - 92 min

Judi Dench e Cate Blanchett. Escolha duvidosa para a primeira frase de um texto, mas ela reflete o que há de mais poderoso nesse apenas bom filme britânico, exagerado no ritmo como sua trilha sonora.

sexta-feira, 9 de março de 2007

A Rainha

A Rainha (The Queen, Inglaterra/França/Itália, 2006)
Drama - 97 min

Às vezes, o cinema sensacional ou impressionante com proporções épicas permanecem com você com o passar dos anos exatamente por esses momentos. Esses níveis não estão no filme A Rainha, mas o filme em si encontra uma excelência que trespassa estes.

Pequena Miss Sunshine

Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, EUA, 2006)
Comédia - 101 min

A sucessão inteligente de momentos cada vez mais cômicos está intimamente ligada à evolução dramática dessas vidas imperfeitas que geram tanta empatia. Tornou-se comum o espectador se sentir bem após ver personagens mais problemáticos que eles (os quais muitos acham que podem julgar) chegando a um final com pelo menos uma premissa feliz.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Operação Limpeza

Operação Limpeza (Code Name: The Cleaner, EUA, 2007)
Comédia - 84 min

Desde a primeira cena, Cedric The Entertainer tem seu carisma, mas ele nao converte muito bem seu carisma em situacoes realmente engracadas. Nicolette Sheridan infelizmente estah sofrivel, e Lucy Liu nao atua, afinal nao ha nuance alguma em diferenca ou nao de personalidade. Ha momentos para rir, mas devido aos momentos de arrependimento de ver tal filme, aqueles nem valem muito a pena.

Pecados Íntimos

Pecados Íntimos (Little Children, EUA, 2006)
Drama - 130 min

terça-feira, 6 de março de 2007

O ilusionista

O ilusionista (The Ilusionist, EUA/Rep. Tcheca, 2006)
Drama - 110 min

Beleza visual e presenças marcantes fazem de O Ilusionista um filme que surpreende. E não me refiro a seu tão comentado desfecho, que não é o grande valor do filme.

Talvez um dos maiores prazeres do filme é a presença de Edward Norton, um daqueles atores que sempre serão chamados de "o melhor de sua geração", que por acaso andava sumido dos cinemas. Ele interpreta Eisenheim, o ilusionista que vira notícia em Viena pelos seus shows de ilusão. Não há artificialidade em sua composição. Quando ele ilude suas platéias vienenses, ele ilude - e encanta - as platéias do cinema também. Junto a ele o ótimo Paul Giamatti, sempre excêntrico, como o chefe de polícia Uhl. Devo dizer que não me encantei por Jessica Biel, afinal ela não faz nada de excepcional, mas consegue não se apagar perante tal dupla de atores. Em meio a esses personagens tem toda a trama de mágica, ilusão, golpes de poder, romance proibido, tudo muito bem organizado. A fotografia é bela, não há dúvida, bem como a trilha sonora de Philip Glass. Esta pontua muito bem os momentos de admiração dos feitos do ilusionista com uma música leve e triunfante.

Devo dizer que nem tudo é perfeito no mundo. Nem naqueles onde a ilusão impera. Apesar da ótima postura de não se preocupar em revelar os segredos dos truques, relevando acontecimentos fora dos palcos, o clímax destes é incompleto. Não nego que seja sensacional e que Eisenheim merece mesmo o título que possui. As revelações em flashback, supostamente imaginadas por Uhl, não agradam, já que não abre espaço ao espectador para fazer suas próprias conclusões, vencer sua própria ilusão. Além disso, Uhl foi só um meio de o roteiro tentar esconder sua pequena fraqueza em concluir sua ótima estória. É inevitável fazer uma comparação com o filme "O grande truque", do mesmo ano e de tema parecido (mágica), em que o público é tratado como inteligente.

Certamente, O Ilusionista é um filme marcante, sobretudo pelo seu forte personagem principal. Não há como negar a eficácia de sua parte mais técnica que chega a encantar em um filme independente. E mesmo com tanta pompa em se tornar um grande filme, a ilusão da grandiosidade foi quebrada pelo final, com ótima idéia, mas com má exposição.


Cotação: 7/10

Thúlio Carvalho

quinta-feira, 1 de março de 2007

Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo

Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo (Idem, Brasil, 2007)
Animação - 80 min

Dogão - Amigo pra cachorro

Dogão - Amigo pra cachorro (Doogal, EUA/França/Inglaterra, 2006)
Animação - 85 min

Que tal uma releitura de livros de fantasia sob um ponto de vista mais infantil voltado primordialmente para os espectadores mais novinhos? Não há outra definição para esse Dogão - Amigo pra cachorro, que não consegue passar de ser apenas mais uma animação.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Babel

Babel (Idem, EUA, 2006)
Drama - 142 min

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Antônia

Antônia (Idem, Brasil, 2006)
Drama - 90 min

A conquista da honra

A conquista da honra (Flags of Our Fathers, EUA, 2006)
Drama - 132 min

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

À Procura da Felicidade

À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness, EUA, 2006)
Drama - 117 min

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Apocalypto

Apocalypto (Idem, EUA, 2006)
Ação - 147 min

O último rei da Escócia

O último rei da Escócia (The Last King of Scotland, Inglaterra, 2006)
Drama - 121 min